Pra aquecer, um pouco de Bebéla

Olá mundo!
Cá estou eu criando mais um blog e com a mesma dúvida de sempre: será que esse dura?
E a resposta pra essa pergunta depende de vários fatores: meu tempo livre, minha inspiração, minha memória e a consideração que eu posso criar (ou não) com a página, os textos e, quem sabe, uma meia dúzia de leitores (pensando bem alto, né?).

Cada vez que eu decido que vou voltar a escrever publicamente é porque algo de diferente está acontecendo e, dessa vez, eu cheguei ao ponto em que só falar e conviver com as pessoas não basta. Além da visão que os outros têm de mim, eu decidi que esse será um meio para eu ME conhecer, porém, de um ângulo diferente.

Pr’aqueles que ainda não sabem, há muito muito tempo eu costumo escrever textos aleatórios, em folhas, cadernos, contra-capas, num bloco de notas ou em qualquer lugar que me forneça papel, caneta e inspiração. Fuçando um pouquinho mais no meu cantinho, é possível encontrar parágrafos, frases e devaneios de diversas fases da minha vida, tudo isso em meio aos meus livros, minhas roupas e em qualquer compartimento que caiba uma folha de papel.
Vendo por esse lado, eu pareço a pessoa mais desorganizada do mundo, mas adquiri esse hábito somente pelo prazer de encontrar algumas dessas relíquias em momentos aleatórios da minha rotina.

Se você tem mania de guardar cartinhas de amigos, cartões de aniversário e mensagens de correio elegante, deve saber perfeitamente qual é a sensação de ler algo escrito há anos e se divertir com as pérolas ou até mesmo chorar com as lembranças.

Já que estou aqui mesmo, vou aproveitar pra dizer o real motivo de escrever, escrever e escrever tanto por aqui e não chegar a lugar nenhum.

Um dia desses estava eu arrumando meu armário e procurando alguma bolsa pra dar de brinquedo às minhas irmãs e eis que caiu um papelzinho no chão. Sabe aquelas folhas de ditado, quadradas, que a professora mandava escrever com letra legível e não ultrapassar as linhas vermelhas da borda? Então, era uma folhinha dessas… Claro que parei pra ler! E era uma cartinha da minha avó materna (que hoje exerce seu papel de vó-que-mima lá do céu).
A carta era da época que minha mãe casou e eu, inevitavelmente, tive que me mudar da casa dos meus avós, e nela estava escrito algo mais ou menos assim: “Bebéla, a vó te ama mais que tudo no mundo e não quer que você vá embora. Mas sempre que você quiser voltar pra nossa casa, você vai ser bem-vinda e muito amada…” entre outras coisas, que as lágrimas nos meus olhos já não me permitem mais digitar.

Além da emoção de ler uma carta de 9 anos atrás, escrita com tanto carinho e por alguém tão especial, uma lembrança veio a minha cabeça que me causou uma sensação diferente: lembrei-me que depois de “senhora”, minha avó resolveu voltar à escola e reaprender a escrever, pois somente assinar seu nome volta e meia não era suficiente para exprimir o que queria. E ela concluiu seu objetivo! A maior prova disso foi em tão poucas letras conseguir representar sua vitória e se tornar memorável na vida de alguém.

Acho que sei de quem herdei minha paixão por escrever e espero ter a mesma habilidade de emocionar, divertir, compartilhar e entreter que a tal de Dona Lourdinha!

Fico por aqui e o prazer foi todo meu! :*

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Uma opinião sobre “Pra aquecer, um pouco de Bebéla

  1. Se esse blog vai durar ou não, eu não sei, mas quero manter a tradição d sempre ser a 1ª a comentar! shuahsuahuhsuahusuhuahah

    saudades béla, amo-te!

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