(Don’t) Follow the beat

Quem foi que inventou essa parada de dançar conforme a música, hein gente? Sério, que troço mais chato! Acabei de descobrir que eu tenho a tendência de me ferrar automaticamente em qualquer circunstância que exige que as pessoas sigam etapas.

Um exemplo: estava eu trocando mensagens com uma pessoa, vamos chamá-la de Dançarino 1, e tava tudo bem chato e monótono. A minha vontade era digitar que esperei um sinal de fumaça o dia inteiro e fiquei muito feliz com aquela consideração repentina. Mas se eu tivesse apertado o enviar, o Dançarino 1 iria me achar uma louca, desvairada que não parou de pensar nele nem por um segundo nas últimas 72 horas. O que é um enorme equívoco, porque antes de respondê-lo eu estava bem preocupada com o que ia ter no almoço lá em casa.

Enfim, se eu realmente tivesse respondido o que pretendia, com certeza ele partiria em busca de uma parceira de dança menos afobada e que soubesse apreciar cada passo novo, conforme os ensinamentos dele.

Outro exemplo: durante uma conversa com outra pessoa, a Dançarina 2, fui tomada por uma vontade quase que incontrolável de mandar que ela e todos os dançarinos do universo explodissem. Mas fiz jus à educação que mamãe me deu e continuei escrevendo feito uma pessoa completamente controlada e normal. Não sei bem quando foi, mas em algum momento dessa chateação em forma de diálogo, a moça dos passos curtos percebeu minha indignação com tanta desconsideração e então iniciou-se uma série de perguntas e respostas absurdamente desnecessárias e eu só querendo responder algo como “É o seguinte, mina,tô muito puta contigo e só não aceito seu convite pra sair porque tenho que economizar minha cota de grosseria pra um futuro próximo, belê?”.

E mais uma vez afirmo, se não fossem essas malditas etapas, eu poderia ser suficientemente sincera sem receber o desprezo dos outros de volta. Porque convenhamos, é o que aconteceria, sem dúvida alguma.

E já que eu não posso fazer minha própria música sempre que quero, permaneço tentando aprender os passos dos outros enquanto vivo uma indagação constante: “Qual o problema se ser fora do ritmo?”

Obs: Só não deixem que eu fiquei igual a esses caras. Sério!
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