Brain speaking

Não, coração. Não, não e não. Já combinamos que tá muito errada essa sua atitude de bater mais forte cada vez que chega uma mensagem, uma ligação, carta via pombo correio e sei-lá-mais-o-que. Desse jeito você dá a entender que as borboletas do estômago já podem começar a voar enlouquecidamente, ou que as pernas parem de funcionar, fiquem bambas e saiam cambaleando ao encontro dele. Já expliquei que você só tem que bombear sangue pro organismo e circular pelas devidas veias recolhendo oxigênio e liberando dióxido de carbono. Nada mais, nada menos. Tá tão difícil assim de entender? O pior é quando você ameaça parar de tão desesperado que fica. Tenho que te fazer compreender que não é qualquer mocinho bonitinho e fofinho e atenciosinho dando bola que pode nos tirar a atenção. Trabalhamos todos em conjunto aqui e não estamos em condições de perder soldados pra esse tal de sentimentalismo. Até porque, sem você, eu também não funciono muito bem, e alguém tem que colocar ordem nessa zorra. Sem você, eu fico tantã e paro de raciocinar, fazendo com que ela fique lá, coitada, com o olhar perdido, sorriso tonto no rosto, atenção praticamente inexistente, tropeçando em todos os obstáculos da calçada, sonhando alto, meio que voando e fazendo o maior papel de idiota. Então anota aí: quem manda aqui sou eu e tô ordenando que você siga seu compasso, o resto é por minha conta. Não tô a fim de levar a culpa, porque, bem sem querer, eu te deixei sair do ritmo.

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