Save Ferris?

Este blog (e, consequentemente, a autora que vos escreve) defende com unhas e dentes a filosofia pouco estudada – por pura injustiça – que afirma: Ferris Bueller é o cara. Gente!!! Clint Eastwood que quebre suas estátuas do Oscar à vontade, mas não há treinador de boxe ou dono de Gran Torino algum que supere os efeitos que o papel de Matthew Broderick causou numa mente instável e pré-adolescente feito a minha, efeitos que permanecem quase intactos até os dias atuais.

Quem liga que esse é um filme muitíssimo superestimado? Quem liga que eu podia usar camisetas melhores e me vestir feito alguém que tenta passar credibilidade? Eu não, obrigada.

Ferris é o exemplo de vida para alguém que não consegue fazer nem metade das atrocidades cometidas por ele – & Cia – em meros 105 minutos de filme. Salvo cantar Beatles em alto e bom som e em qualquer lugar mesmo, eu não saberia mentir tão bem ou sair de rolê com a Ferrari do pai do meu melhor amigo. Ferris é o modelo errado pra gente certa demais. E eu devo ser meio certa demais, porque o cara é meu rei.

Eu deveria estar pensando em passar meu tempo de mãos dadas com alguém que assista Um Lugar Chamado Nothing Hill comigo, ou somente passar meu tempo de mãos dadas com alguém, ou então, só assistir Nothing Hill e chorar sozinha, sei lá. Eu deveria me encaixar um pouco mais dentro dos padrões mentais aceitáveis.

O fato é que, apesar de eu ainda chorar ridiculamente e praticamente convulsionar soluçando enquanto assisto Titanic… (é, nem eu sei o fato direito, acabei de ler minha frase e constatar que eu sou um tanto quanto controversa. BUT WHO CARES, né?)

É que eu estava sem nada pra fazer no trabalho e pensando como alguém pode querer uma vida tão instável quanto a que eu quero. É humanamente inaceitável isso, Raíssa! Eu podia sim me contentar com um fim de semana em casa comendo pizza, mas também tenho preguiça de pensar em sair num sábado pra dormir porcamente só no domingo de manhã. Eu realmente poderia considerar a possibilidade de investir naquele meu amigo que parece que não quer mais tanto ser só meu amigo, mas a vontade de ter um milhão de histórias legais e diferentes pra contar vai contra aquela concepção de ter “a sorte de um amor tranquilo” e coisa e tal.

Sei lá, sei lá [a vida é uma grande ilusão], depois de tanto pensar e tanto escrever palavras sem nexo al-gum, eu tô um pouco cismada em usar minha camiseta Buellerística (?) novamente. Ferris, eu te adoro, cara. Você é mesmo uma pessoa daora, tipo, imortalizada. Mas não dá pra viver feito você, sabe? E agora, depois de te assistir pela 514ª vez, eu acho que vou ter que me contentar com essa vidinha sem graça que ando levando. Você me arruinou pro mundo!

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2 opiniões sobre “Save Ferris?

  1. Vei, a Raíssa escreve do jeito que fala. To escutando voce gesticulando em alto e bom som tudo o que acabei de ler. Mas…fiquei com dúvida: Voce quer chorar no Titanic ou Curtir a vida adoidada?

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