Porventura, ventura

Eles habitaram o mesmo espaço por muito tempo, é verdade. Davam as caras e os dentes constantemente, mas nem sempre na mesma ocasião. Sorte ou outra, se provocavam. Azar ou não, levaram tempo até se descobrirem. Alguns discretos, outros por tabela. Uns tímidos o suficiente pra ficarem escondidos no canto da boca, mas a maioria era escandalosamente aparecida. Estes últimos, os melhores. O tempo rei provou que juntos, os dois se mostram sem nem mesmo aparecer. Transbordam pelos olhos, gestos, respiração, toques, tudo. Mesmo no maior dos silêncios, eles fazem mais barulho que um milhão de palavras gritadas. Abrem o coração mesmo com a boca fechada.

Desde que nossos sorrisos se cruzaram – de fato – pela primeira vez, o silêncio ganhou um sentido completamente diferente.

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